Para quem não sabe, o Google Trends
é uma ferramenta interessante que analisa o banco de dados de busca do Google e
retorna estatísticas a respeito de uma palavra chave. Com isso é possível saber
se houve ou não um aumento de procura por uma determinada informação e tentar
entender o porquê.
Resolvi checar como andam as
buscas por páginas e notícias relacionadas a meteorologia no Brasil e no mundo.
Escolhi cinco palavras chave e eis o resultado:
O resultado tem 3 partes: um
gráfico de buscas de sites (parte de cima), outro de notícias e uma espécie de
ranking detalhado de quais regiões e cidades mais buscaram os termos. Solicitei
o resultado para todo o Brasil e por todo o período disponível.
A primeira constatação é a maior
quantidade de buscas por "Previsão do tempo" do que por
"Meteorologia" no gráfico de cima. Apesar disso parecer meio óbvio,
não acontece quando pedimos o gráfico para o mundo todo (como na figura
abaixo). Aqui pode-se ver que em Portugal usa-se mais o termo
"Meteorologia" do que "Previsão do tempo", o contrário do
Brasil!
Outra coisa interessante é como a palavra chave "Climatempo" se destaca das demais, só perdendo para a própria "Previsão do tempo". Fazendo uma análise apenas no ano de 2007 é possível ver o quanto a empresa vinculou bem seu nome ao serviço (próxima figura). Acompanhe como as curvas andam semelhantes. É o efeito Gillette!
Enquanto isso o CPTEC/INPE, até
por ser uma instituição de pesquisa, está diretamente vinculado ao termo
"Meteorologia", como mostra a figura seguinte.
Mais outra coisa que notei no
primeiro gráfico foi como o termo "Mudanças climáticas" tinha
ocorrência na busca de notícias mas isso não se revertia em buscas por páginas.
Depois de quebrar um pouco a cabeça, vi que a mídia usava o termo
"Mudanças climáticas", mas o jargão popular era "Aquecimento
global". Na figura abaixo dá para ver o quanto o segundo termo foi mais
popular que o primeiro, mesmo com quase a mesma taxa de busca de notícias.
Detalhe também que a maior parte das buscas por "Mudanças climáticas" veio de Brasília e de Fortaleza, provavelmente devido ao peso do INMET e da FUNCEME na divulgação científica das reuniões climáticas sazonais.
Por último, algo que me chamou a
atenção logo naquele primeiro gráfico geral foi a quantidade de buscas
provenientes da Região Sul do Brasil. Eu esperaria, por padrão, que o Sudeste
ficasse na frente das buscas mas foi vista uma supremacia da região, puxada por
Santa Maria (sede da UFSM). Na prática, a barrinha verde de "Previsão do
tempo" de RS é maior que a soma de SP e RJ!
Capaz! Essa meteorologia
surpreende a gente!
Luiz Rodrigo Tozzi
http://thedealwith.blogspot.com.br/2008/01/o-que-os-usurios-procuram-sobre.html







