Estatística e Meteorologia: janeiro 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Comparação entre os Dados de Pressão Atmosférica e Temperatura do Ar do BNDO/DHN e das Reanálises-2/NCEP para a Área Marítima Costeira do Brasil


Comparação entre os Dados de Pressão Atmosférica e Temperatura do Ar do BNDO/DHN e das Reanálises-2/NCEP para a Área Marítima Costeira do Brasil

Natália Santana Paiva¹, Silvia Regina Santos da Silva², Fernanda Batista Silva²
¹Graduanda em Estatística – Universidade Federal Fluminense, natalia_uff@hotmail.com.
²Seção de Informações Meteorológicas – Centro de Hidrografia da Marinha

RESUMO
Neste trabalho, foram analisados e confrontados, através do teste t-Student, dados médios mensais de pressão atmosférica (hPa) e temperatura do ar (ºC) oriundos do Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO), mantido pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), e  das Reanálises-2 do National Centers for Environmental Prediction (NCEP) para a área marítima costeira do Brasil. Os resultados indicam que ambas as fontes conseguem representar quantitativamente os padrões de pressão atmosférica na área de interesse, incluindo sua variabilidade sazonal. No entanto, as Reanálises-2 subestimam a temperatura do ar em todas as subáreas consideradas.

Palavras-Chave: BNDO, Reanálises, teste t-Student e área costeira brasileira

Artigo completo : http://www.ime.unicamp.br/sinape/sites/default/files/SINAPE_PaivaNS.pdf

Postado por Thaís Stochero Teixeira

Anuncia-se o mais dramático dos cenários climáticos

Colegas, gostaria de compartilhar um gráfico muito importante que mostra o aumento da concentração de um dos principais gases da atmosfera que causam o EFEITO ESTUFA.


RESUMO
Anuncia-se o mais dramático dos cenários climáticos

Aumento do CO2 na atmosfera. Gráfico NOAA


Uma reportagem  de Laurence Caramel e publicada no jornal francês Le Monde, 13-03-2009, fala o seguinte:
“Imagine um avião cuja probabilidade de chegar ao destino seja de 10%. Você embarcaria nele? Evidentemente que não…”. Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam de Pesquisas do Clima, adora esta metáfora para explicar o que está para acontecer: desde o último relatório do Grupo Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, há 90% de probabilidades de que o homem esteja na origem da transformação do clima que ameaça os grandes equilíbrios planetários.

(Ecodebate, 19/03/2009) publicado pelo IHU On-line, 18/03/2009 [IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

Postado por: Monalisa Steil



É possível verificar a conexão da meteorologia com a estatística em uma dissertação apresentada para a obtenção do título de Mestre em Ciências (M.S.), que poderá ser lida na íntegra em:
http://www.ufpel.edu.br/meteorologia/pos-graduacao/dissertacoes/dissertacoes_completas/silvia_araujo.pdf

RESUMO

Estudo da Variabilidade Climática em Regiões Homogêneas de Temperaturas Médias do ar no Rio Grande do Sul, ARAÚJO, SILVIA M.B., Universidade Federal de Pelotas, Abril de 2005, orientador: Prof. Dr. Gilberto Barbosa Diniz. 

O Estado do Rio Grande do Sul apresenta características geográficas e climatológicas diferentes em função da latitude, da longitude, da influência de sistemas meteorológicos e da interação oceano-continente. Em função disto, necessita de um estudo mais detalhado do comportamento de determinadas variáveis meteorológicas. A temperatura média, apesar de não ser uma variável muito estudada quanto à sua variabilidade, desempenha um papel importante na caracterização climática de uma região. Este trabalho teve como principal objetivo identificar as regiões homogêneas da temperatura média trimestral do ar, utilizando dados de 40 estações meteorológicas, e estudar sua variabilidade climática (1913-2002) para o Estado do Rio Grande do Sul. Para determinar as regiões, foi aplicada a técnica estatística multivariada da Análise de Agrupamento utilizando a distância euclidiana como função de agrupamento. O método de agrupamento foi o da Ligação Completa, que mostrou-se coerente quanto à morfologia e climatologia do Estado. Foram obtidas 4 regiões homogêneas  R1,R2, R3 e R4 as quais tiveram uma composição, em termos de quantidade de estações contidas em cada uma pouco variável; ressaltando apenas, um número menor de estações na região 1. Pelo estudo dos tercis verificou-se que R4 é a região mais quente (24,5ºC em JFM) com pouca variabilidade climática e a região R1 a mais fria (12,0ºC em JAS). O estudo climatológico através dos parâmetros estatísticos (média, desvio padrão, coeficiente de variação e variância), calculados para essas regiões, indicaram que a maior variabilidade da temperatura média do ar encontra-se nos trimestres de AMJ e JAS.

Postado por: Monalisa Steil

sábado, 26 de janeiro de 2013

VERIFICAÇÃO ESTATÍSTICA E ANÁLISE DE PARÂMETROS METEOROLÓGICOS RELACIONADOS À PREVISÃO DE NÉVOA E NEVOEIRO NA COSTA DO RIO DE JANEIRO.




Verificação estatística e análise de parâmetros meteorológicos relacionados À PREVISÃO de névoa e nevoeiro na costa do rio de Janeiro.


Autores: Peterson, Rachel Giglio; Correia, Thaís M. A. Graça; Pinheiro, Flavia R.
 
 
 

RESUMO


Neste trabalho serão analisados os parâmetros inerentes à ocorrência de nevoeiro e névoa úmida, como seus processos de formação, dissipação e definição. Para isso, serão usados gráficos e dados estatísticos desde dezembro de 2002 até abril de 2004 das estações costeiras da Ilha Rasa  e dos aeródromos Santos Dumont e Galeão.
Serão investigados parâmetros como a cobertura de nuvens, no que diz respeito ao teto,  direção (componente) e intensidade do vento local, temperatura do ar, temperatura do ponto de orvalho e TSM, a fim de analisar a da influência desses parâmetros nos processos de formação desses fenômenos e na qualidade da previsão.
Analisando os dados, observa-se que a formação de tais fenômenos, normalmente se dá com ventos de componente continental, de intensidade fraca, com depressão do ponto de orvalho e  diferença entre temperatura do ar e TSM relativamente pequenas, ou seja, a umidade relativa é alta.
O teto se manteve igual nos casos de nevoeiro e névoa úmida com componente marítima, porém para componente continental foi menor nos dias de nevoeiro, do que nos dias de névoa úmida.
A umidade relativa ao longo das horas, num dia que haja ocorrência de nevoeiro, é extremamente variável.

Palavras-chave: nevoeiro, névoa úmida e umidade relativa

Para acessar o artigo completo: https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:ZRnog4qo-bUJ:www.cbmet.com/cbm-files/22-4c21178b76db64fbdf56349b5878a62a.doc+&hl=pt-PT&pid=bl&srcid=ADGEESiEhU8DWz6qiLGTpA-2-OPzcMU626LmM-z-ySX5rySZXYkN6GuoYcBMsJ8qEbxyZTwbaaJCxDA6VSNx0_GXVvHlE7SiBWTpJvF2nLCJWoIosCbAj0Wofv8XcuulSnCtMaj3gLJ6&sig=AHIEtbRmBqqtcExEbufLL1AciQV2Tq9VTw

Postado por: Ana Luiza Dors Wilke

ESTUDO DENDROCLIMÁTICO DA REGIÃO DE SÃO FRANCISCO DE PAULA - RS

Autores: SILVA, Aline C, PRESTES, Alan


Resumo -  O estado climático em qualquer período depende de três fatores cruciais que são: a) a  quantidade  de energia proveniente do Sol recebida pelo sistema climático; b) a maneira pela qual esta energia  é distribuída e absorvida sobre a superfície da Terra; c) a natureza da interação dos processos entre  os vários componentes do sistema climático. É possível investigar o clima passado por meio de árvores que registram em seus anéis de crescimento a memória das variações do ambiente onde vivem. Neste trabalho utilizamos amostras de Araucaria angustifolia, que foram coletadas na Floresta Nacional de São  Francisco de Paula – RS, a fim de obter séries dendrocronológicas para estudar fenômenos geofísicos e climáticos nesta região. As análises das séries temporais da espessura dos anéis de crescimento das árvores, pelo método da regressão iterativa e por ondeletas, apresentaram períodos representativos da atividade solar de 11 anos (ciclo de Schwabe), com uma significância estatística de 95%. Isso pode indicar uma possível influência da atividade solar no crescimento das árvores. Também foram encontrados baixos períodos de 2 a 7 anos, que podem representar uma resposta das árvores às condições climáticas locais.  
Palavras-chave: Dendrocronologia, Dendroclimatologia, Araucaria angustifolia, anéis de crescimento.

O trabalho completo foi publicado nos anais dos: XVI Encontro Latino Americano de Iniciação CientíficaX Encontro Latino Americano de Pós Graduação e IV Encontro Latino Americano de Iniciação Científica Júnior, é encontrado no link:
http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2010/anais/arquivos/RE_0411_1002_03.pdf

Att. Lauren Göergen

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



Título:  ANÁLISE ESTATÍSTICA E ESPECTRAL DE DADOS METEOROLÓGICOS
DE SUPERFÍCIE


         Autores: Ernesto Luiz Casares Pinto1 , Nisia Krusche2 , Humberto Camargo Piccoli3

RESUMO
Este artigo discute a análise espectral de dados meteorológicos diários, extraídos a partir do Centro de Meteorologia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). A série histórica corresponde a temperatura atmosférica pressão, umidade e evaporação, medida em Rio Grande cidade, de janeiro de 1990 a agosto de 1995. A abordagem espectral foi feita usando a versão profissional do software Matlab, principalmente a caixa de ferramentas Processamento de Sinais. Inicialmente, foram realizados testes para a periodicidade, estacionaridade e normalidade da série de tempo. Em seguida, a estimativa espectral e espectral cruzada foi calculada, assim como o espectro de autocorrelação, correlação cruzada e da coerência dos dados analisados. Durante o processamento das séries de tempo da janela de Hanning, e os filtros passa-baixo e passa-alto Butterworth foram utilizados. Apesar da baixa frequência de aquisição de dados (um valor por dia), a análise espectral mostra resultados satisfatórios.

Pessoal segue abaixo o link com o artigo completo! :D
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=aplica%C3%A7%C3%A3o%20das%20estatisticas%20na%20meteorologia&source=web&cd=4&cad=rja&sqi=2&ved=0CEcQFjAD&url=http%3A%2F%2Fwww.cbmet.com%2Fcbm-files%2F21-d80125fed91025da6c70840176cafc47.DOC&ei=yvICUZSyOZOn0AGQu4HQCA&usg=AFQjCNGsLZhIwKl-xK3Me633EV20JB1u3g&bvm=bv.41524429,d.eWU

Postado por: Gabriela Dornelles Bittencourt


TITULO: TENDÊNCIA E VARIABILIDADE ANUAIS DA TEMPERATURA E DA PLUVIOSIDADE EM PIRASSUNUNGA-SP


Publicado por:  Revista Brasileira de Climatologia, Vol. 10 (2012)
Autores: Antonio Luiz Ferrari, Francisco Arthur da Silva Vecchia, Rosângela de Oliveira Colabone

Resumo


O objetivo deste trabalho é aplicar a análise estatística para identificação das tendências anuais da temperatura e da precipitação na região de Pirassununga – SP, bem como a variabilidade desses elementos climáticos. Utilizou-se a série histórica de 1976 a 2008, referentes à precipitação e temperatura, registradas pela estação meteorológica da Academia da Força Aérea–AFA/Pirassununga/SP (21º059´07´´S, 47º020´06´´W, altitude de 600 m). Foram considerados, para o estudo da precipitação, os totais anuais e, para as máximas e mínimas absolutas anuais e a média das máximas e das mínimas. Para a análise da tendência utilizou-se a regressão linear que permitiu a obtenção dos coeficientes de determinação R2, erro padrão das estimativas e os limites de confiança. Para a avaliação da tendência climática, tanto da temperatura, quanto da precipitação, foram utilizados, também, os testes estatísticos não-paramétricos de Mann-Kendall e a Curvatura de Sem, que mostram, respectivamente, a significância da tendência e sua magnitude. A análise da série histórica considerada, no que se refere às temperaturas máximas, mínimas e médias máximas e mínimas, permitiu constatar regimes térmicos mais amenos em determinados anos do período estudado, destacando-se os anos considerados “normais” em relação aos acentuadamente mais quentes para a região. A pesquisa indicou que, nos últimos seis anos da série, houve estabilidade em relação às temperaturas mínimas. A maior amplitude térmica observada (39 ºC) ocorreu em 1994, que poderia ser definido como um ano excepcional. Apesar dessas alterações, não se pode afirmar que as tendências verificadas estão relacionadas às mudanças climáticas globais. A análise dos parâmetros estatísticos obtidos para a precipitação, mostrou se há ou não tendência de diminuição ou aumento de valores pluviométricos, com destaque para alguns anos mais significativos.

O artigo completo pode ser encontrado no link: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/revistaabclima/article/viewFile/30585/19773

Postado por Kauan Vargas Casarin.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aplicação de análise estatística para identificação de tendências climáticas

Olá mais um artigo com análise estatística!



Resumo – O objetivo deste trabalho foi usar a análise estatística para identificar tendências anuais datemperatura e precipitação pluvial. Foi usada a série histórica de 1924 a 1998 de precipitação pluvial etemperatura média do ar à superfície, da estação meteorológica de Urussanga (latitude 28o31' S, longitude49o19' W e altitude de 48,2 m). Foram empregados a análise de regressão e os testes paramétricos deRun, Mann-Kendall e Pettitt. Os resultados indicam que houve tendência significativa no aumento datemperatura média anual e na temperatura média do mês de janeiro, sendo que a mudança ocorreu no anode 1965. Não foi identificada nenhuma tendência significativa na temperatura média do mês de julho.Também foi identificada a tendência significativa de aumento da precipitação pluvial total anual, e daprecipitação pluvial total no quarto trimestre. Nos três primeiros trimestres do ano, nenhuma tendênciasignificativa foi identificada.Termos para indexação: mudança climática, precipitação, água de chuva, temperatura do ar.

É só clicar no resumo, que irá para o artigo completo.

Postado por Mariana Macedo.

A INFLUÊNCIA DAS ANOMALIAS DE TSM DOS OCEANO PACÍFICO E ATLÂNTICO SOBRE AS CHUVAS DE MONÇÃO DA AMÉRICA DO SUL

Olá pessoal,

Estou postando aqui um artigo referente a meteorologia que envolve bastante estatística  Este é umas das referências do atual trabalho que estou desenvolvendo.

Título: A INFLUÊNCIA DAS ANOMALIAS DE TSM DOS OCEANO PACÍFICO E ATLÂNTICO SOBRE AS CHUVAS DE MONÇÃO DA AMÉRICA DO SUL.

Autores: José Augusto Paixão Veiga, José Antonio Marengo, Vadlamudi Brahmananda. Rao.
Resumo:

A informação mensal datemperatura da superfície do mar (TSM), e precipitação de 22 estaçõesmeteorológicas no leste da América do Sul foram utilizados para identificar arelação entre chuvas características do South American Monsoon sistemas (SMAS)ea variabilidade da TSM sobre os oceanos Pacífico e Atlântico. As correlaçõesentre IMV e anomalias de TSM mostram que tanto o Atlântico eo Pacífico afetam avariabilidade da precipitação na região. No Pacífico, quatro áreas que podemexercer alguma influência sobre o IMV foram identificados: Niño 3.4-Niño 4, costacentral do Chile, centro-sul do Pacífico e do Pacífico ocidental fora Nordesteda Austrália. No Atlântico, a banda de negativas correlações de TSM-chuvas entre5 ° e 20 ° S pode ser explicada em todo e intensificação dos ventosrelacionados a essas anomalias de TSM, o que implica um transporte mais forteumidade para dentro do continente e, portanto, um incremento de chuvas em nestaárea. Além disso, um efeito de convecção e liberação de calor latente naAmazônia combinado com modificações na intensidade, localização da Alta daBolívia também pode afetar transporte de umidade da região para a área demonção, afetando assim a intensidade das chuvas de verão na área de monção .



Att,

Shawana Mayer

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Título: Relationship between cloud-to-ground discharge and penetrative
clouds: A multi-channel satellite application

Autores: Luiz A.T. Machado,  Wagner F.A. Lima, Osmar Pinto Jr.,
Carlos A. Morales.








Resumo:
This work presents a relationship between atmospheric cloud-to-ground discharges and penetrative convective clouds. It combines Infrared and Water Vapor channels from the GOES- 12 geostationary satellite with cloud-to-ground discharge data from the Brazilian Integrate Lightning Detection Network (RINDAT) during the period from January to February 2005. The difference between water vapor and infrared brightness temperature is a tracer penetrating clouds. Due to the water vapor channel's strong absorption, this difference is positive only during overshooting cases, when convective clouds penetrate the stratosphere. From this difference and the cloud-to-ground, discharge measured on the ground by RINDAT, it was possible to adjust exponential curves that relate the brightness temperature difference from these two channels to the probability of occurrence of cloud-to-ground discharges, with a very large coefficient of determination. If WV-IR brightness temperature difference is greater than −15 K there is a large potential for cloud-to-ground discharge activity. As this difference increases the cloud-to-ground discharge probably increases, for example: if this difference is equal to zero, the probability of having at least one cloud-to-ground discharge is 10.9%, 7.0% for two, 4.4% for four, 2.7% for eight and 1.5% for sixteen cloud-to-ground discharges. Through this process, was developed a scheme that estimates the probability of occurrence of cloud-to-ground discharge over all the continental region of South America.



Link: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169809508002834
Postado por: Renan Rodrigues Lopes

terça-feira, 22 de janeiro de 2013


     Olá

     Mais um artigo em que a base para a análise dos dados e obtenção de resultados é a estatística.

 Título: CONEXÕES CLIMÁTICAS ENTRE O RIO GRANDE DO SUL E O MAR DE WEDDELL 

 Autores: Francisco Eliseu Aquino,  Alberto Setzer,  Jefferson Cardia Simões

 Resumo

Foi monitorada a advecção de massas de ar frio na baixa troposfera provenientes do mar de Weddell, a leste da Península Antártica, que atingiram o sul do Brasil nos anos de 2004 e 2005. Eventos com totalizando pelo menos sete dias em um mês, implicaram em anomalias de até -2,0ºC na temperatura média mensal no Rio Grande do Sul (RS); por outro lado, a diminuição desta circulação resultou em anomalias positivas mensais de até +3,5ºC. A precipitação no RS não apresentou uma relação direta com esta advecção. Uma climatologia para 1970-2005 com dados do NCEP/NCAR e do ECMWF/ERA-40 permitiu identificar o mesmo tipo de fluxo meridional neste período de 35 anos, caracterizando-se um importante “corredor” climático entre a Antártica e o sudeste da América do Sul; esta advecção, apesar de aparentemente não estar ainda descrita na literatura, tem impacto significativo nas anomalias mensais de temperatura no sul do Brasil. Nota-se também que eventuais aquecimentos regionais no sul do Brasil podem resultar de mudanças no padrão de circulação troposférica, e não por simples aquecimento da atmosfera. 

Para acessar o artigo completo: 

Postado por Vanessa Ferreira

Edição: Vol. 27, n.2.Junho / 2012  -  Páginas: 243-252

Titulo: RECONSTRUCTION AND SEARCHING OZONE DATA PERIODICITIES IN SOUTHERN BRAZIL (29ºS, 53ºW)

Autores: NIVAOR RODOLFO RIGOZO, MARCELO BARCELLOS DA ROSA, EZEQUIEL ECHER, DANIEL JEAN ROGER NORDEMANN, Damaris Kirsch Pinheiro, NELSON JORGE SCHUCH

Data do artigo: Dec 1969  Data de envio: Jan 2012  Data de aprovação: Jan 2012

Keywords: Ozônio, Brewer, Oscilação Quase-Bienal, Atividade solar, Análise de Ondeletas

Resumo: RECONSTRUÇÃO E PROCURA DE PERIODICIDADES NOS DADOS DE OZONIO REGIÃO SUL DO BRASIL (29ºS, 53ºW) O ozônio tem um papel muito importante na natureza devido as suas características como um filtro natural da radiação solar ultravioleta. Portanto, é pertinente para a comunidade científica compreender todos os fatores de influência natural envolvendo ozônio ao longo das séries temporais de grande porte. Neste trabalho, uma reconstrução da série temporal do ozônio obtido pelo espectrofotômetro Brewer 1994-2008 no Observatório Espacial do Sul (29 º S, 53 º W) - Sul do Brasil é apresentado. Os dados do TOMS-OMI foram usados para completar os dias sem dados, onde um coeficiente de correlação entre TOMS-OMI e Brewer é aceitável, em torno de r=0,89. Além disso, foi aplicada a análise de ondeletas para determinar a evolução temporal das frequências e das amplitudes. Os resultados apontam um período de 365 dias (ou 1 ano) para a variação sazonal do ozônio, um período de 600 dias para uma possível influência QBO e dois períodos, um de 2000 e outro de 4.000 dias referentes ao segundo harmônico do ciclo solar de 11 anos e 11 Ciclo de ano solar.

Artigo completo pode ser baixado em http://www.rbmet.org.br/port/revista/revista_artigo.php?id_artigo=1104

Postado por Otávio Krauspenhar da Silva.

ESTIMATIVA DAS TEMPERATURAS MÉDIAS DIÁRIAS, DIURNAS E NOTURNAS A PARTIR DAS TEMPERATURAS HORÁRIAS

Edição: Vol. 27, n.3.SETEMBRO / 2012  -  Páginas: 329-336

Titulo: ESTIMATIVA DAS TEMPERATURAS MÉDIAS DIÁRIAS, DIURNAS E NOTURNAS A PARTIR DAS TEMPERATURAS HORÁRIAS

Autores: HAMILTON JUSTINO VIEIRA, ÁLVARO JOSÉ BACK, FÁBIO LOPES, HEVERLY MORAIS

Data do artigo: Dec 1969  Data de envio: Jan 2012  Data de aprovação: Jan 2012

Keywords: Modelagem climática, regressão linear, temperatura do ar.

Resumo: É amplamente conhecido atualmente, que as temperaturas diurnas e ou noturnas são fatores decisivos na exploração de determinadas culturas. Contudo, a determinação destas foi sempre dificultada pelo modo que eram realizadas as leituras meteorológicas. Este trabalho teve como objetivo ajustar equações para estimativa das temperaturas médias noturnas (TN), diurnas (TD) e a média diária (Tm) em função das temperaturas horárias instantâneas. Foram utilizados dados horários da temperatura instantânea da estação automática de São Joaquim, SC (Lat. 28°16’54’’ S, Long. 49°56’07’’ W, Alt. 1408m) relativo ao ano de 2006. A partir dos dados de temperaturas instantâneas horárias foram calculados os valores de TD, TN e Tm. O período diurno foi definido como sendo das 7 às 19 horas. Foram realizadas análises de regressão linear tendo como variável independente os valores de temperatura instantânea, e variável dependente os valores de TD, TN e Tm, sendo o melhor estimador definido pelo maior valor do coeficiente de determinação. Foram selecionados os valores de temperatura instantâneas das 11 h, 24 h e 20 h como estimadores das TD, TN e Tm, respectivamente. Também foram ajustadas equações gerais para estimativa dos valores de TD, TN e Tm em função das temperaturas instantâneas de qualquer horário.

Artigo completo pode ser baixado em http://www.rbmet.org.br/port/revista/revista_artigo.php?id_artigo=1114

Postado por Otávio Krauspenhar da Silva.
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE: ESTIMATIVAS VIA SATÉLITES E MEDIDAS POR PLUVIÔMETROS


Achei interessante este artigo para o pessoal que trabalha com modelos referentes a precipitação, não é exatamente sobre nossa região mas pode ser útil.
Edição: Vol. 27, n.3.SETEMBRO / 2012  -  Páginas: 337-346
Titulo:  DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE: ESTIMATIVAS VIA SATÉLITES E MEDIDAS POR PLUVIÔMETROS
Autores: Cláudio Moisés Santos e Silva, Paulo Sérgio Lucio, MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
Data do artigo: Dec 1969     Data de envio: Jan 2012     Data de aprovação: Jan 2012
Keywords: 3B43_V6, Delaware, tabela de contingência, TRMM, semiárido.
Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar as estimativas de precipitação mensal fornecidas por duas fontes (algoritmo 3B43_V6 e Universidade de Delaware) para o Estado do Rio Grande do Norte, no período de 1998 a 2008. Utilizaram-se técnicas estatísticas baseadas em coeficiente de correlação linear e em índices de desempenho extraídos de uma tabela de contingência 2x2. Na análise, consideraram-se diferentes regimes pluviométricos, que são função da localização geográfica e do tipo de cobertura do solo. Constatou-se que o algoritmo 3B43_V6 subestimou a precipitação para a região Litorânea e superestimou a precipitação observada em regiões mais áridas (Seridó e Oeste). A precipitação de Delaware apresentou médias similares às observações, mas verificaram-se algumas discrepâncias aparentemente associadas ao método de interpolação e ao espaçamento de grade. Os resultados sugerem que ambos os produtos são capazes de representar variabilidades médias da precipitação mensal no espaço e no tempo; porém, apresentaram deficiências em identificar os eventos mais intensos de precipitação.

O artigo completo pode ser baixado em http://www.rbmet.org.br/port/revista/revista_artigo.php?id_artigo=1115

Postado por Otávio Krauspenhar da Silva.
RESUMO


Tese de Doutorado

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola

Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil


Tendência histórica e variabilidade do brilho solar e modelagem da radiação solar em Santa Maria, RS


AUTORA: GIZELLI MOIANO DE PAULA

ORIENTADOR: NEREU AUGUSTO STRECK

Local e data da defesa: Santa Maria, 02 de fevereiro de 2012.

Os objetivos deste trabalho foram testar a homogeneidade dos dados mensais de brilho solar do período de 1912 a 2010 e horários de brilho solar do período de 1968 a 2010, recalcular as estatísticas descritivas do brilho solar diário, mensal e sazonal em Santa Maria, RS, caracterizar a tendência secular e a variabilidade interanual e interdecadal do brilho solar mensal e horário e ajustar e testar a equação de Ångström - Prescott e Penman para estimativa da densidade de fluxo de radiação solar global incidente em nível horário e em diferentes períodos do dia para Santa Maria, RS. Os dados de brilho solar e de radiação solar analisados foram medidos na Estação Climatológica Principal do Instituto Nacional de Meteorologia (8º DISME/INMET), localizada no Campo Experimental do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Maria. Foram usados os testes Run, Mann-Kendall e Pettitt para análise de homogeneidade e tendências respectivamente, e o método da função densidade espectral de potências para detectar ciclos anuais e interdecadais relacionados aos fenômenos El Niño Oscilação Sul e Oscilação Decadal do Pacífico. As séries históricas mensais e sazonais de brilho solar em Santa Maria, RS, no período de 1912 a 2010 são homogêneas para todos os meses e estações do ano, exceto para o mês de dezembro e outono. Nas séries históricas mensais e sazonais de brilho solar em Santa Maria, RS, no período de 1912 a 2010 não há tendência de aumento ou diminuição, ou seja, as séries são estacionárias. Há grande variabilidade interanual e interdecadal nas séries históricas de brilho solar em Santa Maria, RS, indicando sinal do fenômeno El Niño Oscilação Sul e da Oscilação Decadal do Pacífico neste elemento climático. A série de brilho solar médio mensal diário e a série de brilho solar nos períodos do dia, no intervalo das 9 às 15 horas apresentou tendências decrescentes, principalmente no mês de outubro e primavera. Existe variabilidade interanual na série de brilho solar média mensal diário e nas séries de brilho solar no diferentes períodos do dia. Em anos de La Niña aumenta a média de brilho solar diário e nos diferentes períodos do dia nos meses de outubro, novembro e dezembro. Em anos de El Niño aumenta a média de brilho solar diário e nos diferentes períodos do dia nos meses de janeiro e fevereiro. A estimativa da radiação solar global pela a equação de Ångström modificada por Prescott e Penman não foi precisa em nível horário e nos diferentes sub-períodos do dia, por isso sugere-se que sejam testados por outros modelos as estimativas da estimativa da radiação solar global horária.


Palavras-chaves
: Homogeneidade, Mudança climática, insolação, Mann- Kendall, Pettitt.

http://w3.ufsm.br/ppgea/admin/teses/0205121045_Tese_Paula,_G.M.pdf

Postado por Mariana M. Macedo.

Análise do Conforto Térmico no Parque Itaimbé


Olá Pessoal, achei esse trabalho quando estava passeando por alguns artigos, achei bem diferente.
Para quem quiser fugir do calor que estamos enfrentando nesse Verão, saber se as vezes é mais indicado ficar em casa de cara no ventilador ou desbravar o itaimbé em busca de uma sombrinha hehehe.



COSTA, Eduino Rodrigues da ¹
Sartori, Maria da Graça Barros ²
Fantini, Vanessa ²

Os seres humanos necessitam manter constante a temperatura interna de seu corpo, a fim de poderem realizar suas atividades fisiológicas. Diante da importância do conforto térmico para o bem-estar das pessoas, este trabalho teve como objetivos: a) analisar o conforto térmico do Parque Itaimbé em um dia sob condições atmosféricas de domínio da Massa Polar Velha na situação sazonal de primavera; b) averiguar quais os pontos mais ou menos confortáveis do parque à população freqüentadora e c) verificar as variações de temperatura e de umidade ao longo do Parque relacionando-as aos condicionantes geourbanos e geoecológicos existentes. Para tal foram estabelecidos 1 0 pontos de coleta dos dados de temperatura e umidade, distribuídos ao longo dos cinco setores do Parque Itaimbé. Os dados de temperatura e umidade foram coletados no dia 07 de dezembro de 2008 em quatro horários: 09:00h, 1 2:00h, 1 5:00h e 1 8:00h. Para mensurar o conforto ou desconforto térmico do Parque Itaimbé nos horários de coleta, foram utilizados alguns índices bioclimáticos como o Índice de Temperatura Efetiva (TE), Índice de Temperatura e Umidade (THI) e o Diagrama do Conforto Humano do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). De acordo com índices de conforto térmico empregados neste estudo podemos destacar como principais resultados, que todos os setores e respectivos pontos do parque apresentaram-se confortáveis às 9 horas. Os setores mais sombreados e arborizados situados ao sul do parque necessitaram de vento para conforto, já o setor 1 menos arborizados e mais aberto a insolação apresentou-se muito quente às 1 2 horas. Todos os setores do Parque Itaimbé apresentaram-se muito quentes às 1 5 horas e às 1 8 horas necessitavam de vento para conforto

Ana Carolina

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A probabilidade na mecânica estatística clássica

Título: A probabilidade na mecânica estatística clássica
Autor: Sérgio B. Volchan
Revista: Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 28, n.3,  p. 313-318, (2006)
Resumo: Boltzmann foi um dos criadores da mecânica estatística, disciplina que combina, de forma surpreendente, a mecânica, o atomismo e a probabilidade. Neste artigo comemorativo discutimos dois aspectos da interpretação e uso de idéias probabilísticas na mecânica estatística clássica: o conceito de ensemble a noção de tipicalidade.

Texto na íntegra:" http://link.periodicos.capes.gov.br.ez47.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl41?ctx_ver=Z39.88-2004&ctx_enc=info:ofi/enc:UTF-8&ctx_tim=2013-01-21T10%3A51%3A28IST&url_ver=Z39.88-2004&url_ctx_fmt=infofi/fmt:kev:mtx:ctx&rfr_id=info:sid/primo.exlibrisgroup.com:primo3-Article-scielo_br&rft_val_fmt=info:ofi/fmt:kev:mtx:journal&rft.genre=article&rft.atitle=A%20probabilidade%20na%20mec%C3%A2nica%20estat%C3%ADstica%20cl%C3%A1ssica&rft.jtitle=Revista%20Brasileira%20de%20Ensino%20de%20F%C3%ADsica&rft.btitle=&rft.aulast=Volchan&rft.auinit=&rft.auinit1=&rft.auinitm=&rft.ausuffix=&rft.au=Volchan%2C%20S%C3%A9rgio%20B.&rft.aucorp=&rft.date=2006&rft.volume=28&rft.issue=&rft.part=&rft.quarter=&rft.ssn=&rft.spage=313&rft.epage=318&rft.pages=&rft.artnum=&rft.issn=1806-1117&rft.eissn=&rft.isbn=&rft.sici=&rft.coden=&rft_id=info:doi/&rft.object_id=&svc_val_fmt=info:ofi/fmt:kev:mtx:sch_svc&rft.eisbn=&rft_dat=%3Cscielo_br%3ES1806-11172006000300007%3C/scielo_br%3E&rft_id=info:oai/&svc.fulltext=yes "

Na linha do ano de 2006 clicar em 3, na página redirecionada o artigo é o ante-penúltimo da seção especial do centenário da morte de Ludwig Boltzmann.

Postado por Giuliano Damião


   Olá

   Este é um artigo sobre climatologia, uma das autoras é a professora Simone Erotildes Teleginski Ferraz, nossa professor aqui na meteorologia. No artigo tem vários conteúdos de estatística aplicados na organização e análise dos dados. 

 Título: INVESTIGAÇÃO DO MODO SUL EM DADOS DE PRECIPITAÇÃO NO PERÍODO DE 1982 A 2006 NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
 Autores: Luana Albertani Pampuch, Simone Erotildes Teleginski Ferraz 

 Resumo:


Este trabalho apresenta o estudo de um modo de variabilidade que influencia a precipitação no Sul do Brasil e é chamado Modo Sul de precipitação. Será mostrado que a ocorrência de máximos (e mínimos) do Modo Sul de precipitação pode estar relacionada à ocorrência de eventos extremos no Rio Grande do Sul, como vendavais, enchentes, granizo e estiagens.Utilizando a análise de componentes principais em dados de precipitação diária filtrados na banda 10-50 dias, são encontrados campos espaciais e temporais que representam a máxima variância de determinadas variabilidades, e neles são detectados Modos de Variabilidade de precipitação. Desta maneira, foi possível determinar este modo de variabilidade, que aparece bem configurado na região do Rio Grande do Sul. A série de componentes principais foi usada para a escolha desses eventos. O Modo Sul foi calculado para o período de 01/03/1982 à 31/05/2006. Foi possível identificar que os eventos extremos chuvosos ocorreram em maior número do que os eventos extremos secos. Na análise decadal verificou-se um aumento no número de eventos, quando comparada às décadas de 80, 90 e 2000. Vale ressaltar que o número de eventos da década de 2000 em relação à década de 80 (proporcionalmente) foi o mais expressivo.
Palavras-Chave: Climatologia, Modo Sul de precipitação, desastres naturais.

Para acessar o artigo completo em pdf: http://www.scielo.br/pdf/rbmet/v27n1/a11v27n1.pdf

Espero que gostem!
Postado por Vanessa Ferreira